Psicologia Clínica

O Apoio Psicológico visa à Avaliação, Intervenção e Apoio neutros em situações de sofrimento ou transtorno cognitivo, comportamental, emocional ou de personalidade.

Através das várias ferramentas e técnicas estudadas cientificamente esta é uma especialidade na área da saúde que através de comunicação, entre vários outros exercícios pretende trazer autonomia e uma melhor gestão emocional do indivíduo, reduzindo o sofrimento a curto e longo termo. Esta especialidade permite também ao sujeito traçar um caminho de auto-conhecimento e auto-consciência, permitindo-o viver a sua vida de modo mais pacífico e com menos sofrimento.

Todas as sessões são confidenciais, tendo em conta o Código Ético da Profissão.

Corpo Clínico
FAQ
(Psicologia Clínica)

Uma pessoa poderá procurar um Psicólogo por diversos motivos, sendo os mais comuns situações de particular sofrimento psicológico para o sujeito. Nestes casos enquadram-se por exemplo:
. A necessidade de adaptação a eventos de vida dolorosos (Luto, Separações relacionais, Doença, Mudança de Casa, etc.) ;
. Sentimentos ou emoções depressivas;
. Vivência de elevado Stress, Fobias ou Ansiedade;
. Pensamentos e Emoções não controláveis pelo sujeito que o fazem sofrer; . Problemas relacionais ou familiares;
. Problemas aditivos;
. Problemas ao nível sexual;
. Entre outros.
Além destes verificam-se ainda situações em que as pessoas procuram a
Psicologia clínica num sentido de buscar auto-conhecimento e auto-consciência. Nestes casos de Acompanhamento Psicoterapêutico existe a finalidade de enriquecimento pessoal do sujeito, melhorando desta forma a sua qualidade de vida e bem-estar pessoal através de uma auto-compreensão construtiva do próprio sujeito auxiliada pelo psicólogo.

A Psiquiatria é uma especialidade Médica que se foca no diagnóstico e tratamento de perturbações mentais por meio de medicação. Já a Psicologia Clínica é uma intervenção baseada na área de conhecimentos da Psicologia, focando-se no estudo, compreensão, avaliação e intervenção de perturbações mentais ou situações de sofrimento do sujeito, tendo como base técnicas estudadas cientificamente.
A Psiquiatria e a Psicologia Clínica são deste modo duas áreas de saúde complementares, nas quais a psiquiatria, por vir de um conhecimento inteiramente biológico do ser humano, se foca mais no tratamento de patologias graves que colocam em risco a autonomia e vida dos sujeitos com perturbações psicológicas. Já a Psicologia Clínica tem em vista a atuação em todos os casos de sofrimento psicológico, sejam estes de menor ou maior gravidade, embora possa ser requisitado em alguns casos uma referenciação à psiquiatria (em casos em que tal seja pertinente e se avalie a necessidade de uma atuação química) ou até mesmo à Neurologia (em casos em que seja avaliada a necessidade de uma avaliação e intervenção neurológica).

As consultas de psicologia clínica têm como objectivo primordial, o de proporcionar bem-estar psicológico, minimizando aspectos emocionais geradores de sofrimento à criança, jovem, adulto ou idoso.
 
Visam o desenvolvimento de competências e recursos emocionais, que permitam ao paciente lidar da melhor forma possível com sintomas, que possam ser reveladores de humor depressivo, ansiedade, baixa auto-estima, baixo auto-controlo, dificuldades relacionais ou queixas de índole física, que muitas vezes ocorrem como expressão do sofrimento psíquico.
 
A consulta de psicologia clínica pode ser utilizada como um recurso pontual ou, existir indicação para um acompanhamento com uma periodicidade mais sistemática num formato de Psicoterapia de Apoio.
 
Alguns exemplos de situações que podem levar a recorrer a uma consulta de psicologia:
 
- Depressão;
- Baixa auto-estima/baixo auto-conceito/baixo auto-controlo;
- Perturbações do comportamento alimentar (anorexia; bulimia; obesidade; ingestão compulsiva de alimentos);
- Perturbação de ansiedade/fobias ou ataques de pânico;
- Dificuldades relacionais (familiares; conjugais; sociais; profissionais);
- Divórcio;
- Bournout (relação descompensada com o trabalho);
- Comportamentos aditivos;
- Desenvolvimento pessoal;
- Instabilidade emocional;
- Processos de luto;
- Perturbações do sono;
- Gravidez;
- Vitimização e maus-tratos;
- Dificuldades de aprendizagem;
- Gestão do tempo e resolução de problemas;
- Orientação escolar e profissional.

A avaliação psicológica é um método científico que analisa e avalia, através de uma bateria de testes, o funcionamento psíquico da criança, adolescente, adulto ou sénior, sublinhando as competências cognitivas, de memória e emocionais. É realizada através de um reduzido número de consultas: uma entrevista, aplicação de provas psicológicas e um relatório de devolução final. Habitualmente surge como uma resposta a um pedido de um profissional de saúde ou educador.
 
A avaliação psicológica permite, após realização do relatório, fornecer um diagnóstico psicológico, estabelecer e definir um modelo de intervenção terapêutico adequado à perturbação psicológica, ou assegurar, que não existe a necessidade de intervenção psicoterapêutica.
 
As avaliações pautam-se por diferentes tipos de acordo com as diferentes situações; desde a avaliação das competências cognitivas /intelectuais, avaliação da personalidade, verificação de incapacidades psicológicas, avaliação para a reforma, avaliação a pedido do Sistema Judicial.

A terapia familiar|conjugal tem por base uma intervenção sistémica, onde se trabalha em conjunto com os diferentes elementos de uma família, tendo em conta as constantes relações e interacções estabelecidas entre todos.
 
Estas consultas pretendem potenciar as competências das famílias, contribuindo para o bem-estar de todos os seus elementos; ajudar e apoiar as famílias, no sentido de lidarem da melhor forma possível com os desafios, com os quais se deparam ao longo do seu ciclo vital.
 
Um espaço próprio para que todos os elementos constituintes de uma família possam expor nas sessões as suas necessidades, objectivos e expectativas, implicando-os activamente no processo de mudança. Têm indicação para sessões de terapia conjugal/familiar situações como: divórcio/separação ou conflito do casal; dificuldades ao nível da sexualidade do casal; dificuldades no desempenho dos papéis parentais; conflitos com os filhos na infância, adolescência ou idade adulta; doença crónica; perturbações do comportamento alimentar; toxicodependência; doença mental, entre outros…

Educar um filho, é sem dúvida um dos maiores desafios de qualquer ser humano ao longo da vida…
 
As consultas de aconselhamento parental pretendem dar resposta às necessidades das famílias, face a algumas das dificuldades com que se deparam, ao longo do desenvolvimento dos seus filhos.

Ter um bebé é uma enorme revolução na vida de uma família! Por mais que a gravidez seja planeada e desejada, o nascimento de um filho, provoca enormes e drásticas alterações na dinâmica familiar. A par e passo com as alterações fisiológicas que se vão dando ao longo dos trimestres de gravidez, do ponto de vista emocional também ocorrem uma série de alterações…

Numa fase inicial, imediatamente após o nascimento do bebé, todas as mulheres passam por uma fase de grande labilidade emocional, que se apelida de Blues Pós-Parto, ou Baby Blues. Caracteriza-se por um estado de elevada sensibilidade emocional… tão depressa a mulher se sente muito feliz, como extremamente insegura, ansiosa e infeliz! Se esta fase se mantém por um período superior a 15 dias, após o nascimento do bebé, pode desenvolver-se uma depressão pós-parto. Este tipo de desorganização emocional pode interferir com a capacidade para cuidar do bebé, por isso é extremamente importante que se tenha ajuda imediata. Com apoio familiar e profissional poderá voltar com confiança ao seu papel maternal.

Blues Pós-Parto ou Baby Blues

A verdade é que nascem cada vez menos bebés e a idade do nascimento do primeiro filho é cada vez mais tardia… ao longo da vida vamos tendo cada vez menos contacto com bebés e os meios de comunicação social à nossa volta não nos preparam para a grande revolução que ocorre quando nasce uma criança!

É suposto celebrar-se a chegada do recém-nascido com a família e com os amigos, mas ao contrário de grandes festejos, só apetece chorar… estava preparada para grandes alegrias e de repente está exausta, sem energia, ansiosa e triste?

A depressão leve e as mudanças de humor são comuns nas mães que deram à luz recentemente. A grande maioria das mães recentes experimenta pelo menos alguns sintomas da depressão pós-parto, nomeadamente tristeza, dificuldade em dormir, irritabilidade, alterações do apetite e problemas de concentração. Os sintomas do blues pós-parto geralmente aparecem poucos dias após dar à luz e duram de alguns dias a 15 dias após o nascimento do bebé.
Todas as mulheres passam por isso no período imediatamente após o nascimento do bebé, com origem nas grandes alterações hormonais que ocorrem após o parto. Se passar por esta fase não é caso para alarme, sentir-se-á melhor assim que as hormonas equilibrarem. O apoio dos que a rodeiam nas tarefas mais básicas do seu dia-a-dia, é essencial e suficiente para ultrapassar esta fase!
Depressão Pós-Parto
Se esta fase se prolonga por mais do que 15 dias imediatamente a seguir ao nascimento de um bebé, poderá desencadear-se uma Depressão Pós-Parto. Não é necessário existir uma pré disposição para a depressão, ou historial da doença, para que uma desorganização emocional a este nível possa acontecer. Como o nome indica, é uma desorganização emocional típica do pós-parto e é muito mais comum do que possa imaginar.
Exemplo de alguns sinais e sintomas da depressão pós-parto:
- Falta ou excesso de interesse no bebé;
- Sentimentos negativos para com o bebé;
- Falta de interesse em si própria;
- Perda de prazer;
- Falta de energia e motivação;
- Sentimentos de inutilidade e culpa;
- Alterações no apetite ou peso;
- Dormir mais ou menos do que o habitual;
- Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.
A depressão pós-parto surge normalmente pouco depois do nascimento do bebé e desenvolve-se num período de vários meses, no entanto também pode surgir repentinamente, e em algumas mulheres os primeiros sinais só aparecem após vários meses de terem dado à luz. Como causas da depressão pós-parto são apontadas muitas vezes as alterações hormonais mas também as alterações físicas e o stress.
Procure ajuda profissional se sente que se encontra a passar por uma situação semelhante. Para além de algumas estratégias para lidar com algumas das dificuldades típicas de um pós-parto, é extremamente importante cuidar de si e da sua saúde mental. Quanto mais cuidar da sua saúde mental, a par e passo com o seu bem-estar físico, melhor se sentirá. Simples mudanças no estilo de vida podem ajudar bastante a sentir-se melhor!